fevereiro 01, 2010

Caçador - Capítulo II

Quinta, 28 de Janeiro
Acordei cedo, mesmo sem ter dormido satisfatoriamente. A ansiedade era evidente. Vesti-me. Uma última olhada nas armas e mantimentos. Era ainda madrugada e eu já estava sentado numa cadeira na sala, carregando um rifle e esperando a hora de sairmos. Acho que fiz muito barulho na minha arrumação, pois poucos minutos se passaram e meu amigo apareceu ali na sala, com cara de sono, parecia que acabara de acordar. Ele percebeu a minha ansiedade e, como já havia acordado, começou a se preparar.

Antes do nascer do sol já estávamos na estrada. Foi uma viagem rápida de apenas 3 horas de automóvel, logo chegamos ao local, acompanhados pelos primeiros raios de sol. Ali retiramos tudo do carro, dividimos igualitariamente a bagagem e rumamos por um campo aberto em direção a um conjunto de árvores lá na frente. Era uma caminhada difícil. Muito peso para carregar, terreno acidentado, vegetação alta que quase nos encobria.

Conseguimos espantar toda e qualquer caça que pudesse se esconder em meio aquele mato, tamanho o barulho que fizemos na nossa tragetória. Pela minha contagem, foram 4 quedas minhas contra 5 de Rufus. Alguns arranhões mas nada que pudesse atrapalhar nossa diversão. Rimos um do outro e tentávamos conversar o mínimo possível para não atrapalhar a caça! Esquecemos que cada uma de nossas quedas era acompanhada de muito ruído, não seria uma conversa que causaria problemas.

Finalmente chegamos próximo o suficiente do pequeno bosque. Rapidamente, deixamos todas as armas preparadas para uso, não queriamos perder a oportunidade de voltar para casa com um troféu. Tudo preparado, era hora de sair e encontrar nosso alvo. Pelo que Rufus tinha falado, deveriamos encontrar algum grande felino por ali, já até tinha feito planos em relação a pele e aos dentes.

Saímos caminhando sorrateiramente para dentro do bosque. Parávamos para observar de tempos em tempos, procurando por rastros. Vimos vários tipos de pássaros, muitos, realmente muitos insetos, era impossível pensar devido ao zunido ensurdecedor. A manhã se passou sem que tivéssemos encontrado pista melhor do que as marcas das picadas de inseto em nossos rostos. Paramos e arrumamos algo para comer. Menos de uma hora e já estávamos de volta à caça. Nosso objetivo era encontrar o felino maldito, matando quantos mosquitos fosse necessário para que isso acontecesse!

A tarde não foi muito melhor que a manhã. Nenhum rastro e muitos insetos! A noite caia e continuávamos a procurar. Já está tarde e acabamos de encontrar algumas pegadas. Não parecem recentes, mas já é alguma coisa. No exato momento estamos jantando e estou aqui relatando o dia. Meu amigo já me olha furioso, sei que estou atrasando o retorno à caça mas preciso mesmo fazer relatos.

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