setembro 16, 2013

Ainda uma brasa

Foram poucas as vezes que tive o conforto de chegar aqui e escrever um relato do meu dia-a-dia ou algum acontecimento da minha vida. Sempre me senti mais livre em escrever pequenas histórias, com algo ou mesmo nada correlato ao que eu sentia no momento, apenas pela sensação maravilhosa de poder contar uma história.

Hoje me veio novamente essa vontade, mas não achei nenhum jeito de reaparecer por aqui e apenas escrever qualquer texto. Visto que faz tanto tempo desde a última vez que atualizei o blog com uma postagem! Então, como fazer para reviver aquela antiga chama? Como trazer de volta a fogueira que sempre deu nome a esse espaço?

Chegou o momento de remexer as cinzas... e redescobrir ainda um restolho de brasa mantendo-se viva bem ali no fundo...

E foi quando, lendo algumas reportagens numa revista, deparei-me com um pequeno ensaio sobre um curta apresentado no Festival de Cinema de Toronto, apenas 17 minutos que conseguiram trazer de volta o calor do Bonfire até mim. Para os que se interessarem, assistam "Noah"!


Até breve!

setembro 07, 2010

Uma vida

Acordar cedo não era um problema até alguns dias atrás. Falando com exatidão de tempo, 17 dias com o sentimento de preguiça descomunal de manhã. Nada tem sido pior que o despertador, o carrasco dos meus dias! Já tentei mudar a música, o volume e a hora de tocar... não funcionou!

Chega então o momento de refletir sobre o problema. Culpei a vida! O que me levou a mais outro grande momento de reflexão, sobre o que é preciso para melhorar. O resultado não foi animador, o final da linha é: O problema é a vida e a solução pra isso é ter uma vida! Confuso, mas no fundo tem um sentido pertubador. E, finalmente, tem-se o estágio da aplicação.

Já não sei mais o que pensar, só que me falta viver. O que redime a vida da sua culpa! E volto ao ponto inicial. O que eu preciso fazer para sair dessa situação? E aqui vou eu, mais um pouco de reflexão.

Quero uma vida! Mais feliz, menos trabalhosa, mais lenta, menos turbulenta, mais uma monte de coisa e menos outro monte do mesmo tamanho. E, então, ver que eu quero mais e menos das mesmas coisas, a eterna busca pelo equilíbrio. Mas e o tempo? Será que tenho o suficiente para achar esse ponto? Seria uma perda de tempo? E o equilíbrio seria a felicidade plena ou apenas o ponto onde ela e seu oposto estão de mãos dadas? Eis o momento engraçado, pensar na vida como uma balança, onde tudo o que preciso fazer é equilibrar pratos!

Talvez seja hora de parar o tempo, olhar para a minha balança e trabalhar um pouco mais nela. Ou, quem sabe, é só mudar a música do meu despertador de novo. Se der errado, eu penso em outra depois, deve existir uma música própria para isso! Eu vou encontrá-la!!!

julho 05, 2010

Outra vez

Uma conversa de amigos. Ela falava dos acontecimentos da semana. Ele escutava atentamente. Um papo com o melhor amigo. Mãos frias e o coração apertado só da possibilidade de tentar um passo a mais na amizade. Risadas e gestos espalhafatosos. Nervosismo. A história sobre a amiga em comum. A coragem de se declarar naquele instante. E os olhares se cruzaram. Ele com os olhos brilhando. Ela com um sorriso no rosto e começando um novo comentário. Dois mundos se encontraram. O azul sobre o vermelho. O amor e a amizade. Colisão. Fragmentos distintos.

Ela se levantou. Colocou a mão sobre o ombro dele. Um beijo no rosto. Adeus. Os olhos o traíram. Preocupada, sentiu-se culpada, mesmo sem saber se tinha feito algo de errado. Enxugou os olhos na manga da camisa, balançou a cabeça algumas vezes. Mentiu que sentia falta de seu cão que morrera 6 meses atrás. Ela fingiu acreditar e seguiu seu caminho. Ele seguiu o dele.

Uma mesma direção. Sentidos opostos. Ela se perguntando o que teria feito. Ele se declarando em pensamentos, de novo.







"It's such a situation in where you're stuck in your own time
We called it obligation to admit that we are fine"

junho 13, 2010

Reviravolta

Olhou a primeira vez como um todo. Na segunda, focou o lado esquerdo e, vagarosamente, percorreu toda a extensão até a direita. No fim, a mesma conclusão. Não tinha entendido nada! Esforçou-se um pouco mais. Em vão... Fazia tempo que não se sentia tão perdido.

Fechou levemente os olhos. Respirou profundamente. Acalmou-se! Mas o entendimento não brotou daí. Fez uma careta, balançou a cabeça. Não queria acreditar naquilo que acabara de pensar. Sentiu-se um masoquista!

Jogou de ombros e abriu um sorriso descontente. Estudar tornou-se uma necessidade!

- Quem me dera ainda fosse uma opção!!!