janeiro 30, 2010

Caçador - Capítulo I

Domingo, 24 de janeiro
Hoje forcei-me a uma aventura. Em meio à calmaria de janeiro, sou convocado a uma grande caçada. Tornei-me adepto desse esporte não faz muito tempo, cerca de 2 anos. Dessa vez foi difícil decidir-me entre duas convocações para diferentes destinos. Optei pela de maior proximidade e facilidade de acesso, visto que não dispunha de tanto tempo para lançar-me em uma caçada.

Segunda, 25 de janeiro
Programei exatamente a data da viagem, comuniquei minha família a respeito. Decidi partir para chegar com um dia de antecedência. Deixei a viagem marcada para amanhã, durante a noite. Espero conseguir preparar tudo a tempo. É uma viagem longa e cansativa, quero descansar antes do grande dia.

Terça, 26 de janeiro
Estou esperando a chamada de embarque para o meu vôo. Passei o dia todo arrumando malas, armas e munição. Creio que consegui preparar tudo. Estou ansioso para que chegue o momento, quero sentir o prazer de uma boa caçada. Acabo de lembrar que ainda não liguei para meu amigo para informá-lo da minha chegada. É hora de embarcar, que seja um vôo tranqüilo.

Quarta, 27 de janeiro.
A viagem durante a noite não foi das mais confortáveis. Algumas turbulências e o acompanhante da poltrona ao lado não era, nem de perto, dos mais comunicativos. Se me consideram calado, ele era a personificação da expressão "minha boca é um túmulo"!Cheguei 1 hora mais cedo que o previsto e Rufus, meu amigo, ainda não estava a me esperar. Busquei um telefone. O dia estava nublado e nada convidativo para longas caminhadas ou uma procura por aparelho de telefone a céu aberto. Por sorte, encontrei um bom aparelho e soube que meu amigo já estava a caminho. Esperei sentado em um banco.Não demorou muito e Rufus apareceu. Estava com seu automóvel. Confortável e veloz, considerando meu costume com carroças! Logo estávamos conversando sobre os últimos acontecimentos de nossas vidas e relembrando fatos do passado. Contei-lhe as novidades sobre meu pai que estava em tratamento e ele relatou como passara os últimos meses. Logo chegamos em sua casa (na qual também morei quando éramos universitários, ele continuou por ali um tempo mais), pude organizar meus pertences e relembrar daquele ambiente. Já era hora do almoço e fomos a um velho restaurante por ali. Incrivelmente, o bairro continuava praticamente o mesmo. Apenas algumas árvores faltando e o efeito do tempo nas casas que não foram reformadas.

A comida era exatamente como me lembrava. Os mesmos sabor e textura! Conversamos durante a refeição e aproveitamos para combinar a viagem do dia seguinte, iríamos de automóvel até uma cidade do interior e dali seguiríamos a pé para começar a caçada.De volta a casa, tomei um banho rápido e deitei-me para descansar um pouco. Acordei agora pouco e comecei os preparativos do meu uniforme de caça. Calça e camisa passadas com quase perfeição. Chapéu limpo e botas limpas e brilhando. Arrumei tudo até que rápido, escureceu não faz muito tempo e já estou esperando a hora da janta para dormir satisfeito. Vou ali ver se a comida já ficou pronta!
Amanhã será um dia ocupado!

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