A madrugada foi tumultuada. Seguimos aquela primeira pista e acabamos por constatar que era bem nova. A ansiedade estava em alta novamente. Cada passo poderia guardar o encontro com o felino. Pequenas gotículas de suor surgiam em nossas frontes e a leve brisa que antes nos embalava tornou-se mais forte e começava a nos empurrar em direção ao perigo.
Perdi a noção temporal, não sei quanto tempo ficamos nessa labuta. Ruídos quebraram o clima formado. Olhos e ouvidos aguçados. As mãos tremiam inexplicavelmente. Tamanho era o nervosismo que foram quase 2 tiros acidentais. De repente, fomos agraciados com a primeira vista de nosso alvo. Era um jovem felino, garras gastas e uma pelagem brilhante. Os dentes amarelos não nos deixava esquecer sua ferocidade. Ele caminhava lentamente logo a frente, parecia que nos chamava à caçada. Nos posicionamos ali mesmos, deitados sobre a vegetação mais baixa. Preparamos as armas e miramos o alvo. Um tiro certeiro ou voltaríamos para casa sem prêmio. Misteriosamente, nosso felino parou. Posso jurar que ela nos viu, mas ficou imóvel, esperando nossa ação. Esperando a morte! Um calafrio percorreu todo meu corpo. Mantive a postura e a mira.
Sentia o peso daquele olhar amarelo. Meu dedo pesava no gatilho. Não sei se esperava o momento certo ou simplesmente desistira de atirar. Aquele momento cresceu, logo só existia um felino e dois caçadores. Pode parecer estranho, mas acho que fechei os olhos quando disparei, pois não tenho lembranças visuais desse acontecimento. Foram dois ruídos secos.
Tanto eu quanto Rufus atiramos. Um tiro certeiro. Outro nem sabemos onde foi parar. E a nossa caça estava a chão. Toda sua imponência desmoronou! A pelagem amarela ganhou um novo brilho vermelho. Os olhos ainda abertos! Rufus me chamou de volta a realidade pedindo ajuda para preparar nosso troféu para o transporte. Retiramos as víceras tentando não danificar muito a pele. Impressionante como, mesmo oco, ainda era pesado. Com dificuldade, chegamos de volta ao campo aberto por onde viemos. A madrugada parecia se alongar, tentando encobrir nossa ação que começou a me parecer um tanto quanto repugnante.
Com os primeiro raios do sol, alcançamos o carro. Arrumamos o corpo do felino no automóvel. Meu estômago reclamou um pouco, poderia ser a situação toda, mas preferi acreditar na fome. Não demorou muito e pegamos o caminho de volta para casa. Foi uma viagem sem muitas palavras. Mesmo com aquele sentimento, não conseguia esconder meu sorriso de satisfação do sucesso da nossa aventura. Parecia-me que meu amigo tinha o mesmo sentimento. Aproveitávamos individualmente o nosso dever cumprido!
Perdi a noção temporal, não sei quanto tempo ficamos nessa labuta. Ruídos quebraram o clima formado. Olhos e ouvidos aguçados. As mãos tremiam inexplicavelmente. Tamanho era o nervosismo que foram quase 2 tiros acidentais. De repente, fomos agraciados com a primeira vista de nosso alvo. Era um jovem felino, garras gastas e uma pelagem brilhante. Os dentes amarelos não nos deixava esquecer sua ferocidade. Ele caminhava lentamente logo a frente, parecia que nos chamava à caçada. Nos posicionamos ali mesmos, deitados sobre a vegetação mais baixa. Preparamos as armas e miramos o alvo. Um tiro certeiro ou voltaríamos para casa sem prêmio. Misteriosamente, nosso felino parou. Posso jurar que ela nos viu, mas ficou imóvel, esperando nossa ação. Esperando a morte! Um calafrio percorreu todo meu corpo. Mantive a postura e a mira.
Sentia o peso daquele olhar amarelo. Meu dedo pesava no gatilho. Não sei se esperava o momento certo ou simplesmente desistira de atirar. Aquele momento cresceu, logo só existia um felino e dois caçadores. Pode parecer estranho, mas acho que fechei os olhos quando disparei, pois não tenho lembranças visuais desse acontecimento. Foram dois ruídos secos.
Tanto eu quanto Rufus atiramos. Um tiro certeiro. Outro nem sabemos onde foi parar. E a nossa caça estava a chão. Toda sua imponência desmoronou! A pelagem amarela ganhou um novo brilho vermelho. Os olhos ainda abertos! Rufus me chamou de volta a realidade pedindo ajuda para preparar nosso troféu para o transporte. Retiramos as víceras tentando não danificar muito a pele. Impressionante como, mesmo oco, ainda era pesado. Com dificuldade, chegamos de volta ao campo aberto por onde viemos. A madrugada parecia se alongar, tentando encobrir nossa ação que começou a me parecer um tanto quanto repugnante.
Com os primeiro raios do sol, alcançamos o carro. Arrumamos o corpo do felino no automóvel. Meu estômago reclamou um pouco, poderia ser a situação toda, mas preferi acreditar na fome. Não demorou muito e pegamos o caminho de volta para casa. Foi uma viagem sem muitas palavras. Mesmo com aquele sentimento, não conseguia esconder meu sorriso de satisfação do sucesso da nossa aventura. Parecia-me que meu amigo tinha o mesmo sentimento. Aproveitávamos individualmente o nosso dever cumprido!
Não demoramos a chegar. O caminho de volta pareceu bem mais curto. Descarregamos o corpo e começamos o ritual de preparação do troféu. Poderia gastar muitas linhas e relembrar minuciosamente todos os detalhes, mas meu estômago não vai me permitir isso. Prefiro deixar registrado que conseguimos uma boa pele, os dentes foram extraídos e tratados. Meu amigo preferiu guardar a cabeça empalhada como troféu. Achei melhor não ajudar na empalhação. Colocamos a pele para secar e guardei comigo os dentes. Já era hora de arrumar meus pertences para realizar a volta para minha verdadeira casa.
Meu amigo faz questão que eu fique com a pele e espere até o dia de levá-la. Estou inclinado a recusar a oferta de ficar até lá, mas aprecio bastante ter esse prêmio. Vou propor que ele cuide do prêmio até meu retorno, que prometo que não demorará muito. Desde o início não me demoraria muito por aqui, tenho assuntos urgentes a tratar. Espero que ele entenda e que aproveite o quanto puder dessa pele!
Agora, vou terminar minha mala. Quero sair cedo amanhã. Não está tarde ainda, anoiteceu agora a pouco, mas a caçada pesa-me nas costas e no coração. Que eu tenha uma boa noite de sono!
Meu amigo faz questão que eu fique com a pele e espere até o dia de levá-la. Estou inclinado a recusar a oferta de ficar até lá, mas aprecio bastante ter esse prêmio. Vou propor que ele cuide do prêmio até meu retorno, que prometo que não demorará muito. Desde o início não me demoraria muito por aqui, tenho assuntos urgentes a tratar. Espero que ele entenda e que aproveite o quanto puder dessa pele!
Agora, vou terminar minha mala. Quero sair cedo amanhã. Não está tarde ainda, anoiteceu agora a pouco, mas a caçada pesa-me nas costas e no coração. Que eu tenha uma boa noite de sono!

Nenhum comentário:
Postar um comentário